
O Aeroporto Humberto Delgado (LIS) voltou ao centro das atenções por um motivo que impacta direto o passageiro:
filas grandes no controlo de fronteiras (passaportes/imigração), com episódios que chegaram a
6–7 horas em picos no final de 2025. A operação recebeu medidas de contingência e houve
melhoria reportada no início de 2026, mas o risco ainda existe dependendo do tipo de conexão e do tempo disponível.
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Resumo executivo (pra decidir rápido)
- Vale a pena fazer conexão em Lisboa quando for Schengen → Schengen (rotas dentro da Europa)
e você tiver uma margem de tempo confortável.
:contentReference[oaicite:1]{index=1} - Não vale a pena (alto risco) quando a conexão envolver Não-Schengen e você tiver conexão curta,
porque o gargalo é justamente o controlo de passaportes.
:contentReference[oaicite:2]{index=2} - Se você precisa passar por fronteiras (entrada/saída Schengen), trate LIS como um hub de
volatilidade operacional e opere com folga.
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O que aconteceu com as filas “enormes”
No final de 2025, Lisboa viveu um período crítico no controlo de fronteiras, com relatos de esperas
que chegaram a 6–7 horas na área de chegadas, sobretudo para passageiros não europeus (fora do Schengen).
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Em resposta, o Governo anunciou um pacote de contingência incluindo:
suspensão imediata por três meses do Entry/Exit System (EES) no aeroporto e reforço de capacidade (equipamentos e pessoas),
incluindo recurso a capacidades certificadas de forças de segurança para apoiar o controlo de fronteiras.
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No início de janeiro de 2026, a imprensa reportou melhoria, com picos de espera na ordem de
~1 hora após reforços e ajustes operacionais, embora ainda com variabilidade.
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Onde está o gargalo de verdade
O ponto mais sensível é o controlo de passaportes (fronteiras Schengen), não apenas o raio-X.
O próprio guia oficial do aeroporto alerta que, devido a alterações no controlo de fronteiras,
é expectável aumento dos tempos de espera.
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Em termos práticos: sempre que sua conexão exigir entrada/saída do Schengen, você fica exposto ao mesmo funil
que gerou as filas — e isso impacta diretamente a probabilidade de perder o voo seguinte.
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Como saber se sua conexão passa por passaporte
Regra operacional simples:
- Schengen → Schengen: geralmente é o fluxo mais estável (menos etapas críticas).
- Não-Schengen → Schengen: tende a envolver passaporte e, em alguns casos, etapas adicionais.
- Schengen → Não-Schengen: depois do check-in e raio-X, você ainda pode precisar passar no controlo de passaportes.
O próprio aeroporto sinaliza que, para destinos Não-Schengen, após o check-in e controlo de raio-X,
ainda há controlo de passaportes. Esse é o ponto de atenção.
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Vale a pena fazer conexão em Lisboa? (veredito)
✅ Sim, vale a pena quando:
- Sua rota é dentro do Schengen (ex.: conexões entre cidades europeias).
- Você tem tempo de conexão confortável (margem real, não “no limite”).
- Você está no mesmo bilhete/itinerário (melhor governança de reacomodação pela companhia).
⚠️ Depende / risco controlado quando:
- Há mudança entre Schengen e Não-Schengen, mas você tem folga alta e está pronto para variação de fila.
- Você consegue mitigar com janela de tempo e organização (documentos, portão, deslocamento).
❌ Não vale a pena quando:
- A conexão é curta e envolve controlo de fronteiras (o principal gargalo recente).
- Você tem aversão a risco e não quer depender de “sorte” operacional em horários de pico.
Recomendação de tempo de conexão (padrão de segurança)
Como LIS teve episódios de congestionamento severo e segue sujeito a variações, a recomendação é operar com
buffer:
- Schengen → Schengen: ideal ≥ 1h30 (confortável para deslocamentos e portões).
- Qualquer conexão com passaporte (Não-Schengen): ideal ≥ 2h30.
- Alta temporada/feriados/horários de pico: ideal ≥ 3h.
Isso não é “drama”: é gestão de risco baseada no histórico recente (picos de horas) e na própria comunicação do aeroporto
sobre aumento de espera no controlo de fronteiras.
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Checklist rápido para quem vai conectar em Lisboa
- Identifique Schengen vs Não-Schengen no seu itinerário (isso define o gargalo).
- Evite conexão curta se houver passaporte/imigração no caminho.
- Tenha documentos prontos (passaporte/autorizações) para reduzir fricção no guichê.
- Monitore o horário: ondas de chegadas internacionais tendem a pressionar o sistema.
- Consulte a página oficial sobre ligações entre voos e avisos de fronteiras antes de viajar.
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Conclusão
A história das “filas enormes” em Lisboa foi real no fim de 2025, com ações de contingência e sinais de melhoria no início de 2026.
Ainda assim, para conexões que envolvem controlo de passaportes, o aeroporto continua exigindo
planejamento e margem.
Se for Schengen → Schengen com tempo bom, Lisboa é viável.
Se envolver imigração e a conexão for curta, não compensa o risco.
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Quer viajar com previsibilidade e sem prejuízo?
A diferença entre uma conexão tranquila e um custo inesperado normalmente está em planejamento:
leitura de risco, buffers e tomada de decisão baseada em cenário.