
Há uma informação sobre o visto de estudante para Portugal que quase nunca aparece nos guias e que muda tudo para quem nasceu no Brasil: há uma dispensa de comprovar renda escrita na documentação oficial, e ela aplica-se a brasileiros, angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos admitidos no ensino superior. Começamos por aí, e depois vamos a tudo o resto — trabalho, família, prazos e custos, com o visto de estudante Portugal 2026 tal como está na lei em vigor.
Visto de estudante Portugal: como funciona, em duas etapas
O erro mais comum é tratar isto como um documento só. São dois, e em sítios diferentes. Perceber isso é metade de tudo sobre visto de estudante para Portugal.
Visto de estudante Portugal como funciona, sem rodeios — ou, como a pergunta também aparece, como funciona o visto de estudante Portugal:
- O visto, pedido no consulado português do país onde vive. É um visto de residência, previsto no artigo 62.º da Lei n.º 23/2007, e é o que muita gente conhece pela sigla D4. Serve para entrar em Portugal.
- A autorização de residência, pedida já cá, na AIMA, ao abrigo do artigo 91.º. É o título que o deixa viver, estudar e trabalhar.
Quem procura visto de residência estudante Portugal e quem procura visto de estudante Portugal D4 está à procura da mesma coisa: a primeira etapa. E a quem pergunta qual o visto de estudante para Portugal, ou procura tipos de visto de estudante Portugal, a resposta é que não há vários: há um visto de residência para estudo, com variantes conforme o nível de ensino.
Um ponto que vale dinheiro e tempo: a autorização de residência para estudantes do ensino superior é válida por três anos, renovável por iguais períodos, e se o curso durar menos é emitida pelo prazo do curso. Para quem entra por programas de mobilidade da União Europeia, são dois anos. Está no artigo 91.º n.º 2 e n.º 3.
É por isso que o visto de estudante universitário para Portugal é, na prática, o mais vantajoso de todos: quem procura visto de estudante ensino superior Portugal está a olhar para um título de três anos, e não para uma autorização anual que obriga a voltar à fila todos os anos.
A pergunta aparece de muitas formas — visto de estudante Portugal Brasil, visto de estudante Brasil para Portugal, visto de estudante Portugal para brasileiros, visto de estudante em Portugal para brasileiros, visto de estudante para morar em Portugal — e a resposta é a mesma para todas: o percurso é este, em duas etapas. É também o que procura quem escreve apenas visto de estudante de Portugal, ou visto de estudante em Portugal como funciona.
Quanto aos requisitos, e a quem procura visto de estudante Portugal requisitos: são três blocos, e vamos a cada um por ordem — admissão numa instituição, meios de subsistência (ou dispensa) e documentos pessoais. Resolvidos esses, o resto é procedimento.
Visto de estudante Portugal: quem está dispensado de comprovar renda
Esta é a parte que raramente se lê, e está escrita na documentação instrutória do portal de vistos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, não num fórum.
A frase oficial é esta: é dispensado da prova de meios de subsistência o requerente de visto de residência, nacional de Estado terceiro de língua oficial portuguesa, quando admitido em instituição de ensino superior.

Leia outra vez quem é abrangido. Estado terceiro de língua oficial portuguesa — ou seja, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. E a condição é uma só: estar admitido numa instituição de ensino superior.
Não é a única dispensa. Há mais três, e convém saber em qual se encaixa:
- Instituição oficialmente reconhecida. Os estudantes do ensino superior admitidos em instituição reconhecida nos termos do artigo 91.º-B estão dispensados de apresentar seguro de saúde ou equivalente, de comprovar as condições de admissão, seguro de viagem e meios de subsistência. É a dispensa mais larga de todas — e responde a quem procura seguro viagem para visto de estudante Portugal.
- Bolseiros. Estão dispensados do comprovativo de admissão e da prova de meios de subsistência todos os estudantes beneficiários de uma bolsa de estudo, incluindo as atribuídas pelo Camões — Instituto da Cooperação e da Língua.
- Decisão caso a caso. O artigo 62.º n.º 9 permite dispensar o montante mínimo dos meios de subsistência «atentas as circunstâncias do caso concreto».
Uma advertência honesta: dispensa de provar não é dispensa de ter. O consulado deixa de exigir o papel, mas a vida em Portugal custa dinheiro na mesma — e quem chega sem reserva descobre-o na primeira renda.
A via da CPLP: o que ela dispensa a mais
Há ainda um caminho próprio, e é o menos divulgado de todos. A documentação instrutória dos postos consulares tem uma secção separada para o Acordo sobre a Mobilidade da CPLP, aplicável ao visto de residência para investigação, estudo, intercâmbio de estudantes do ensino secundário, estágio e voluntariado.
Por essa via, os cidadãos da CPLP são dispensados de apresentar:
- Seguro;
- Título de transporte de regresso;
- Meios de subsistência, mediante a apresentação de termo de responsabilidade.
Repare na segunda. A quem pergunta se visto de estudante Portugal precisa de passagem de volta, a resposta por esta via está escrita: os cidadãos da CPLP estão dispensados do título de transporte de regresso.
E a terceira tem uma alternativa que muda vidas. O termo de responsabilidade pode ser subscrito, com assinatura reconhecida, de duas formas:
- Pela entidade de acolhimento de estagiários ou trabalhadores, ou pela organização responsável por programas de intercâmbio de estudantes ou de voluntariado; ou
- Por cidadão português ou cidadão estrangeiro habilitado, com documento de residência em Portugal, que garanta a alimentação e o alojamento ao requerente do visto, bem como a reposição dos custos de afastamento em caso de permanência irregular.
Ou seja: quem tem um familiar ou um amigo com residência legal em Portugal disposto a assinar esse termo pode ficar dispensado de provar meios de subsistência. É um caminho real, e vem com um peso real — quem assina assume a alimentação, o alojamento e os custos de afastamento. Não é uma formalidade.
Isto vale para toda a comunidade: quem procura visto de estudante Portugal Angola, visto de estudante para Portugal para angolanos, visto de estudante para Portugal em Moçambique ou visto de estudante de Cabo Verde para Portugal está abrangido pelo mesmo acordo que os brasileiros.
Essa dispensa vem do Acordo de Mobilidade da CPLP, que tem regras próprias e mudou em outubro de 2025 — o que dá e o que já não dá está em países da CPLP e o visto para Portugal: o que o acordo mudou.
Visto de estudante Portugal: meios de subsistência e comprovação financeira
Para quem não está em nenhuma das dispensas acima, aqui ficam os números, e a regra que quase ninguém publica.
O critério está na Portaria n.º 1563/2007 e toma por referência a retribuição mínima mensal garantida (RMMG). O Decreto-Lei n.º 139/2025 fixou-a em 920 euros a partir de 1 de janeiro de 2026. A valoração por pessoa é de 100% para o primeiro adulto, 50% por cada adulto seguinte e 30% por cada filho a cargo.
E agora a parte importante para quem procura visto de estudante Portugal meios de subsistência. O artigo 4.º n.º 4 da portaria diz que o requerente de visto de residência para estudo deve dispor desses meios assegurados por um período de 12 meses, «podendo os rendimentos ser reduzidos a metade quando comprove ter assegurados, por qualquer forma, o alojamento ou até 90% quando comprove ter também assegurada a alimentação».
Posto em contas, com a RMMG de 2026:
- Sem nada assegurado: 920 euros × 12 meses = 11.040 euros.
- Com alojamento comprovado: reduz-se a metade — cerca de 5.520 euros.
- Com alojamento e alimentação comprovados: a portaria admite uma redução que chega aos 90%.
Ou seja, quem procura visto de estudante Portugal comprovação financeira e lê por aí que «precisa de onze mil euros» está a ler metade da regra. Resolver o alojamento antes corta o valor ao meio — e é por isso que vale a pena tratar do contrato cedo, como se explica em arrendar casa sem fiador em Portugal.
Respondendo então às perguntas como elas são feitas: visto de estudante Portugal precisa comprovar renda? Só se não estiver em nenhuma das dispensas. E como comprovar renda para visto de estudante Portugal? Pelos meios que a documentação consular aceita: subvenções, bolsas de estudo, contrato ou promessa de contrato de trabalho, e o termo de responsabilidade com assinatura reconhecida, subscrito pela entidade de acolhimento ou pela organização responsável pelo programa. É esse o termo de responsabilidade visto estudante Portugal que aparece nas listas.
Visto de estudante Portugal pode trabalhar?
Pode — e o texto da lei é mais aberto do que a maioria dos sites diz.

O artigo 97.º da Lei n.º 23/2007 diz que «os titulares de uma autorização de residência concedida ao abrigo da presente subsecção podem exercer atividade profissional, subordinada ou independente, complementarmente à atividade que deu origem ao visto».
Três coisas a reter, e a terceira é a que ninguém avisa:
- Vale para trabalho por conta de outrem e por conta própria. A lei diz «subordinada ou independente».
- Os n.os 2 e 3 do artigo 97.º estão revogados. Na redação em vigor, a lei não fixa um número de horas semanais. O limite que ficou é a palavra «complementarmente» — o trabalho acompanha o estudo, não o substitui.
- O risco está na renovação. O artigo 96.º n.º 2 manda indeferir a renovação se o requerente exercer atividade profissional em violação do artigo 97.º ou se não progredir nos estudos com aproveitamento. Trocar as voltas — trabalhar a tempo inteiro e reprovar — é o caminho mais curto para perder o título.
Portanto, a quem pergunta se visto de estudante em Portugal dá direito a trabalhar, se quem tem visto de estudante em Portugal pode trabalhar, ou procura visto de estudante e trabalho Portugal: sim, com a autorização de residência na mão. O visto sozinho não é o título; é o bilhete de entrada.
E quanto a visto de estudante Portugal cônjuge pode trabalhar: o familiar que entra por reagrupamento recebe autorização de residência própria, com os mesmos direitos de quem o trouxe — incluindo trabalhar. Os detalhes estão em reagrupamento familiar Portugal: quem tem direito.
Visto de estudante Portugal pode levar família?
Aqui a resposta honesta é «sim, mas muito menos gente do que pensa» — e é a secção onde mais planos se desfazem.

O artigo 99.º n.º 3 é explícito: para o titular de autorização de residência para estudo, estágio profissional não remunerado ou voluntariado, consideram-se membros da família apenas os das alíneas a) a c) do n.º 1. Em português corrente:
- O cônjuge;
- Os filhos menores ou incapazes a cargo do casal ou de um dos cônjuges;
- Os menores adotados, nas condições da alínea c).
Quem fica de fora: pais, irmãos menores sob tutela e filhos maiores a estudar. Todos eles entram no regime geral do reagrupamento — mas não no de quem tem visto de estudante.
Falta a segunda metade, e é a que apanha as pessoas de surpresa. O artigo 98.º n.º 1 exige que o titular tenha autorização de residência válida há pelo menos dois anos para ter direito ao reagrupamento. E o n.º 3 dispensa esse prazo em três casos: menores ou incapazes a cargo; cônjuge que seja, com o titular, progenitor de menor a cargo; e familiares de titulares de autorizações concedidas ao abrigo dos artigos 90.º, 90.º-A ou 121.º-A — onde o estudante não está.
Juntando as duas regras, visto de estudante Portugal reagrupamento familiar na prática:
- Filhos menores a cargo: podem vir, e sem esperar os dois anos.
- Cônjuge sem filhos: tem de esperar dois anos — ou 15 meses, se tiverem coabitado pelo menos 18 meses antes de o titular entrar em Portugal (artigo 98.º n.º 2).
- Cônjuge que é mãe ou pai de um menor a cargo: não espera. É a alínea b) do n.º 3.
Uma nota de comparação que mostra como a diferença é deliberada: o investigador tem, no artigo 91.º-C n.º 10, um direito expresso ao reagrupamento familiar. O estudante não tem artigo equivalente.
Visto de estudante Portugal demora quanto tempo
O número oficial, antes dos relatos: o prazo para a decisão sobre o pedido de visto de residência, salvo exceções previstas na lei, é de 60 dias. É o que diz o portal de vistos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Três avisos sobre esse prazo, porque ele é mais frágil do que parece:
- Conta da entrega, não do agendamento. O tempo que leva a conseguir marcação no consulado não entra na conta.
- Documento em falta reinicia a espera. É a razão mais comum para o visto de estudante Portugal tempo de espera ultrapassar o prazo.
- Depois do visto, vem a AIMA. A autorização de residência é outro procedimento, com outro calendário.
Para quem procura visto de estudante Portugal quanto tempo demora, quanto tempo demora o visto de estudante Portugal ou quanto tempo sai o visto de estudante Portugal: a referência é 60 dias, e quem entrega em cima do início das aulas corre o risco de chegar tarde.
E se a resposta vier negativa — visto de estudante Portugal negado, ou visto de estudante para Portugal pode ser negado — há prazos de recurso que correm depressa, e estão em visto de estudante negado, o que fazer: prazos e recurso.
Visto de estudante Portugal: preço, valor e quanto custa
O emolumento consular do visto de residência é de 90 euros. E há uma letra pequena que importa: o valor refere-se apenas à apreciação do pedido — não garante a emissão do visto nem é devolvido em caso de recusa. É essa a resposta a quem procura visto de estudante Portugal valor, visto de estudante Portugal quanto custa ou visto de estudante Portugal custo.
Dito de outra forma, para quem pergunta quanto custa um visto de estudante para Portugal ou quanto custa o visto de estudante Portugal: 90 euros é a taxa do pedido, não o custo de ir estudar.
Mas esse não é o custo total, e quem orça só por aí engana-se. Some também:
- O certificado de registo criminal e respetiva legalização ou apostila;
- A tradução de documentos, quando exigida;
- O seguro de saúde ou de viagem, se não estiver dispensado;
- As taxas da AIMA pela autorização de residência, já em Portugal;
- As propinas da instituição, que variam muito entre pública e privada.
Quem pergunta quanto custa o visto de estudante para Portugal em kwanza, ou quanto custa visto de estudante para Portugal em Moçambique, deve saber que o emolumento está fixado em euros e é cobrado no posto consular ao câmbio aplicável — por isso o valor em moeda local muda ao longo do ano.
Visto de estudante Portugal menor de 18 anos
Há duas situações diferentes a separar, e trocá-las custa tempo.
No ensino secundário ou profissional, a documentação instrutória dos postos consulares exige ter entre 14 e 21 anos de idade, prova de admissão num programa reconhecido e prova de ter sido acolhido por família ou de ter alojamento assegurado em instalações adequadas.
No ensino superior, a lei não fixa idade. O que muda, para quem é menor, é a representação: o formulário de pedido de visto nacional é assinado pelo representante legal no caso de menores ou incapazes.
E há um documento que apanha muitas famílias de surpresa. Os menores que não viajem com ambos os progenitores, ou que viajem com uma terceira pessoa, têm de apresentar autorização de viagem do progenitor com quem não viajam — ou de ambos — com assinatura reconhecida e devidamente legalizada, ou uma decisão do tribunal, autorizando o menor a viajar e a permanecer em Portugal durante o período previsto. Junta-se ainda fotocópia do documento de identificação dos progenitores.
É o passo mais demorado de todos quando os pais estão separados, e é por isso que deve ser o primeiro a ser tratado, não o último.
Portanto, a quem procura visto de estudante Portugal menor de 18 anos ou visto de estudante Portugal para menor: não há impedimento de idade no ensino superior; há formalidades acrescidas de representação e, no secundário, uma janela etária definida.
Ensino médio, curso técnico e curso de inglês
Nem tudo o que se chama «estudar» cabe no mesmo visto, e é aqui que muita gente pede o documento errado.
O artigo 62.º n.º 1 cobre o investigador, o estudante do ensino superior, o estudante do ensino secundário, o estagiário e o voluntário. Quem procura visto de estudante Portugal ensino médio está a falar do segundo — que em Portugal se chama ensino secundário, e que no visto corresponde a um programa de intercâmbio ou a um projeto educativo de estabelecimento reconhecido.
Para a formação profissional, o n.º 11 do mesmo artigo é claro: é também concedido visto de residência a quem tenha sido admitido a frequentar cursos dos níveis de qualificação 4 ou 5 do Quadro Nacional de Qualificações ou cursos de formação ministrados por estabelecimentos de ensino ou de formação profissional. É aí que entra quem procura visto de estudante Portugal curso técnico.
Já quem procura visto de estudante Portugal curso de inglês deve parar e confirmar: um curso de línguas curto não é, por si, nenhuma das situações acima. Antes de pagar matrícula, pergunte à escola em que nível do QNQ o curso está classificado e confirme no posto consular qual o visto aplicável — porque pedir o visto errado é motivo de recusa, não de correção.
Visto de estudante Portugal passo a passo: documentos e agendamento
A lista de documentos para visto de estudante Portugal começa nos requisitos gerais, iguais para todos. Este é o check list para visto de estudante Portugal, e responde a quem procura visto de estudante Portugal o que precisa, visto de estudante para Portugal documentos necessários, documentos necessários visto de estudante Portugal ou documentos para o visto de estudante Portugal:
- Formulário de pedido de visto nacional preenchido na íntegra e assinado pelo requerente — ou pelo representante legal, se for menor;
- Duas fotografias tipo passe, atualizadas, uma delas colada no formulário;
- Passaporte ou outro documento de viagem com a validade exigida;
- Certificado de registo criminal do país de nacionalidade ou de residência há mais de um ano;
- Comprovativo de meios de subsistência, salvo dispensa;
- Comprovativo de alojamento em Portugal.
A esses junta-se o documento que define a categoria — para o ensino superior, o comprovativo de que preenche as condições de admissão ou foi aceite na instituição para frequência de um programa de estudos. Resumindo em visto de estudante Portugal documentos: os gerais acima, mais um que prova em que categoria se enquadra. São também os documentos para solicitar visto de estudante em Portugal, sem acrescentos.
Duas notas que os postos consulares fazem questão de escrever, e que convém levar a sério: a não apresentação de todos os documentos necessários pode implicar o indeferimento do pedido, e apresentar tudo não implica a concessão automática do visto. O posto reserva-se ainda o direito de pedir outros documentos sempre que ache conveniente.
Sobre o formulário visto de estudante Portugal: é o formulário de pedido de visto nacional, disponibilizado pelo próprio posto consular. Quem procura minutas para visto de estudante Portugal deve usar os modelos do posto da sua área, e não versões avulsas encontradas na internet — um impresso desatualizado é motivo de devolução do processo.
O passo a passo, pela ordem que evita retrabalho. É também a resposta a quem procura visto de estudante Portugal como tirar, como conseguir um visto de estudante para Portugal, como fazer visto de estudante para Portugal, como ir com visto de estudante para Portugal, tirar visto de estudante para Portugal ou simplesmente solicitar visto de estudante Portugal:
- Garantir a admissão na instituição. Sem ela, nada avança.
- Verificar se a instituição está na lista aprovada pelo artigo 91.º-B — é o que decide quantos documentos vai ter de reunir.
- Tratar do registo criminal e da legalização, que são os mais demorados.
- Marcar o atendimento no posto consular ou no prestador de serviços contratado.
- Entregar e contar os 60 dias a partir daí.
- Chegar a Portugal e pedir a autorização de residência à AIMA.
Quanto ao agendamento visto de estudante Portugal, e a quem pergunta se visto de estudante para Portugal é necessário agendamento ou se visto de estudante para Portugal precisa de agendamento: sim, o atendimento é marcado. No Brasil e em vários países a receção de pedidos é feita através de prestador contratado — é a isso que se referem as buscas por visto de estudante Portugal VFS e visto de estudante Portugal VFS Global. Quem procura consulado geral de Portugal visto de estudante, ou visto de estudante embaixada de Portugal em Luanda, deve confirmar no sítio do posto da sua área, porque o canal muda de país para país.
Já em Portugal, o agendamento na AIMA tem canais próprios, explicados em como agendar atendimento na AIMA Portugal. E logo depois de chegar há dois números a tratar: o NIF e, se for trabalhar, o número de segurança social.
Visto de estudante já estando em Portugal
É uma das buscas mais repetidas, e a resposta mudou — por isso convém ser direto.
Quem procura visto de estudante já estando em Portugal, ou como solicitar visto de estudante estando em Portugal, costuma estar a pensar em entrar como turista e regularizar depois. Esse caminho fechou: a manifestação de interesse, que permitia pedir residência a quem já estava cá, foi eliminada pela Lei n.º 61/2025.
O que a lei prevê hoje para o estudante do ensino superior é o percurso normal: visto de residência ao abrigo do artigo 62.º e, depois, autorização de residência ao abrigo do artigo 91.º. O artigo 96.º n.º 1, na redação da Lei n.º 62/2026, diz que o pedido de concessão ou renovação é apresentado junto dos serviços descentralizados da AIMA — isso é sobre o segundo passo, não sobre dispensar o primeiro.
E sobre mudar visto de estudante para trabalho Portugal: não há conversão automática. Quem quiser mudar de finalidade tem de preencher as condições do título que pretende — e o artigo 96.º n.º 2 b) permite indeferir a renovação de quem resida por razões diferentes daquelas pelas quais a residência foi autorizada. As vias disponíveis estão em visto de trabalho para Portugal: tipos, custo e prazos.
Quanto a visto de estudante Portugal pode viajar: é a autorização de residência, e não o visto, que permite circular no espaço Schengen em estadas curtas. Antes de a ter na mão, não conte com isso para planear viagens.
O que este texto não cobre
O caso concreto. Cada consulado aplica a documentação instrutória à sua realidade, e há exigências locais que só o posto da sua área confirma.
Aconselhamento jurídico. Para um indeferimento ou um recurso, isto não substitui um advogado.
As propinas e a candidatura. A admissão é com a instituição de ensino, e as regras de acesso para estudantes internacionais são de cada universidade.
O reconhecimento do diploma, que é um processo à parte e está explicado em diploma brasileiro em Portugal: como reconhecer.
Antes do visto: entrar na universidade
O visto trata da entrada no país; a vaga trata-se antes, e por outra via. O ingresso faz-se pelo concurso especial para estudantes internacionais do Decreto-Lei n.º 36/2014, com candidatura direta a cada instituição — e há uma regra do artigo 3.º que dispensa do estatuto de internacional quem já resida legalmente cá há mais de dois anos, com efeitos grandes na propina. Está explicado em universidade em Portugal: ENEM, candidaturas e propinas.
Perguntas frequentes
Visto de estudante Portugal pode trabalhar?
Pode. O artigo 97.º da Lei n.º 23/2007 diz que os titulares de autorização de residência concedida ao abrigo daquela subsecção podem exercer atividade profissional, subordinada ou independente, complementarmente à atividade que deu origem ao visto. Os n.os 2 e 3 do mesmo artigo estão revogados, pelo que a lei já não fixa um número de horas.
Visto de estudante Portugal pode levar família?
Só o cônjuge, os filhos menores ou incapazes a cargo e os menores adotados. É o artigo 99.º n.º 3, que para o titular de autorização de residência para estudo limita o reagrupamento às alíneas a) a c) do n.º 1. Pais, irmãos e filhos maiores ficam de fora.
Visto de estudante Portugal demora quanto tempo?
O prazo legal de decisão do pedido de visto de residência é de 60 dias, segundo o portal de vistos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Esse prazo conta a partir da entrega do pedido completo no posto consular.
Preciso comprovar renda para o visto de estudante em Portugal?
Nem sempre. O portal de vistos do MNE diz que é dispensado da prova de meios de subsistência o requerente de visto de residência, nacional de Estado terceiro de língua oficial portuguesa, quando admitido em instituição de ensino superior. O Brasil é um desses Estados.
Quanto custa o visto de estudante para Portugal?
O emolumento consular do visto de residência é de 90 euros. Esse valor refere-se apenas à apreciação do pedido e não é devolvido se o visto for recusado.
Qual a idade mínima para o visto de estudante no ensino secundário?
Entre 14 e 21 anos, segundo a documentação instrutória dos postos consulares portugueses. No caso de menores, o formulário é assinado pelo representante legal.
Fontes oficiais
- Portal de Vistos do MNE — documentação instrutória do visto de residência, dispensa de meios de subsistência para nacionais de Estado terceiro de língua oficial portuguesa e requisitos do ensino secundário
- Portal de Vistos do MNE — prazo de 60 dias para a decisão do pedido de visto de residência
- AIMA — autorização de residência emitida a estudantes do ensino superior, artigo 91.º
- Portaria n.º 1563/2007 — meios de subsistência, percentagens por pessoa e redução para o visto de residência para estudo
- DGERT — retribuição mínima mensal garantida de 920 euros para 2026
Informação verificada a 5 de outubro de 2026 na Lei n.º 23/2007, na Portaria n.º 1563/2007 e nos portais oficiais do MNE e da AIMA. Confirme sempre no posto consular da sua área.
Leia também
Para o passo seguinte depois de chegar, veja como tirar a autorização de residência na AIMA. E para perceber a que tem direito no sistema de saúde enquanto estuda, leia atendimento médico para brasileiros em Portugal.